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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Atletismo:Usain Bolt corre para o gasto e avança às semifinais dos 200m rasos em Berlim

Usain Bolt voltou à pista nesta terça-feira, mas sua cabeça já estava na quinta. Após assombrar o Estádio Olímpico de Berlim nos 100m rasos, o jamaicano correu para o gasto nas quartas de final dos 200m. Ele liderou sua bateria, mas fez apenas o quinto melhor tempo geral (20s41). Foi o suficiente para garantir sem sustos a passagem para a semifinal. O próximo passo é disputar as semis na quarta-feira e carimbar o passaporte para a decisão. Na quinta, o homem mais rápido do mundo corre atrás de mais um ouro e, quem sabe, um novo recorde mundial.

Agência/Reuters

Bolt deixou os franceses Alerte e Mbandjock para trás em sua bateria nas quartas de final dos 200m

Bolt correu logo na primeira bateria das quartas de final. O jamaicano acelerou no início da prova e abriu larga vantagem para os rivais. Nos últimos metros, reduziu tanto o ritmo que quase foi alcançado pelos adversários que davam o máximo e esticavam a cabeça. Ainda assim, o astro cruzou em primeiro com 20s41. Deixou para trás os franceses David Alerte (20s51) e Martial Mbandjock (20s55).

A segunda bateria foi liderada com folga pelo americano Shawn Crawford, que fez 20s37. O canadense Jared Connaughton fez 20s60, e o britânico Marlon Devonish cravou 20s66.

A Jamaica voltou a brilhar na terceira parcial, com Steve Mullings fazendo o melhor tempo das quartas em 20s23. Em seguida, vieram Ramil Gulyiev, do Azerbaijão (20s40), e Paul Hession, da Irlanda (20s48). O segundo melhor tempo das quartas veio na última bateria, com o panamenho Alonso Edward (20s33), seguido pelo americano Wallace Spearmon (20s44) e pelo alemão Robert Hering (20s58).

Classificaram-se para as semifinais os três melhores de cada bateria e os donos dos outros quatro melhores tempos. Dois deles estavam na bateria de Bolt: Charles Clark, dos EUA (20s55), e Rondell Sorrillo, de Trinidad (20s58). Os outros dois correram a terceira bateria: Brendan Christian, de Antigua e Barbuda (20s58) e Emmanuel Callander, de Trinidad (20s62).

As semifinais estão marcadas para quarta-feira, às 14h45m (de Brasília). A grande final acontece na quinta, às 15h35m.

domingo, 16 de agosto de 2009

Atletismo:Satisfeito com a prata nos 100m rasos, Tyson Gay afirma: ‘Bolt não é imbatível’

O americano Tyson Gay, ganhador da medalha de prata na final dos 100m rasos do Mundial de Atletismo, deixou a pista satisfeito com seu rendimento. Ao cravar o tempo de 9s71, 13 centésimos atrás de Usain Bolt, Gay garantiu que não é impossível derrotar o jamaicano.

- Ele não é imbatível. Nós fizemos uma grande corrida. Estou muito feliz com a prova - afirmou o velocista americano.

Bolt bateu o recorde mundial dos 100m rasos ao cruzar a linha de chegada em 9s58, derrubando sua própria marca nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado. O terceiro lugar ficou com o também jamaicano Asafa Powell, que completou o percurso em 9s84.

Atletismo:Usain Bolt segura o sorriso por 9s58 e pulveriza o recorde mundial dos 100m

Durante 9s58, não houve sorrisos, gracinhas ou provocações. Neste domingo, Usain Bolt tinha um trabalho sério a fazer no Campeonato Mundial de Atletismo. No curto caminho que vai da largada à chegada, o jamaicano deu um tempo no bom humor, correu de cara fechada e tratou de manter o título de homem mais rápido do planeta. O velocista, que completa 23 anos na sexta-feira, antecipou a festa e se deu um presente duplo no Estádio Olímpico de Berlim: a medalha de ouro nos 100m rasos e o novo recorde mundial da prova.

Agência/Reuters

Em 100 metros, mais um show: Bolt cruza a linha de chegada bem antes dos adversários em Berlim

O americano Tyson Gay chegou em segundo, 13 centésimos atrás de Bolt, com o tempo de 9s71 - recorde dos EUA. O também jamaicano Asafa Powell cruzou em terceiro, com 9s84.

O recorde mundial era do próprio Bolt, 9s69, conquistado nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado. Pelas condições da pista, com o piso mais macio, e pelos tempos dos corredores nas fases anteriores, a expectativa era de que ninguém conseguisse quebrar a marca no Campeonato Mundial. Bolt, mais uma vez, chocou o planeta.

A festa ficou para o fim da prova, quando ele explodiu em alegria, abriu o sorriso e até dançou com Asafa Powell.

- Tive uma boa execução, fiquei feliz. Eu sei que posso correr rápido, e tudo é possível. Não costumo colocar muita pressão em cima de mim.

Antes da competição, o jamaicano parecia relaxado. Na apresentação para as câmeras, sorriu e apontou o braço para o céu, como sempre faz durante as competições. Na largada, no entanto, ele mostrou que não estava para brincadeira. Logo após a partida, Bolt se distanciou de Gay, que largou mal. Nos primeiros metros, a vitória já parecia mais do que assegurada.

A partir dali, a dúvida era se o recorde mundial seria quebrado. Ao contrário do que fez em Pequim, quando bateu no peito antes de cruzar a linha de chegada, em Berlim Bolt manteve o ritmo forte e a seriedade até o último momento. Na reta final, olhou para o lado, espiou os concorrentes e viu que não seria mais ameaçado por ninguém.

Assim que cruzou a linha, o jamaicano olhou para onde o mundo inteiro queria olhar: o cronômetro ao lado da pista. Confirmada a marca de 9s58, a prova praticamente perfeita e o recorde mundial, a festa estava liberada. Ali ele voltou a ser o gaiato de sempre.

Agência/Reuters

Após cruzar a linha de chegada, Bolt (à direita) olha para o relógio e vê que bateu o recorde mundial

Agência/Reuters

Ao fim da prova, Bolt e Asafa descontraídos

O sorriso que ficou contido durante os quase 10 segundos da prova explodiu à beira da pista. Sem conter a felicidade, o campeão mundial apontou para o céu, abraçou o mascote, pegou a bandeira da Jamaica e cumprimentou os rivais. Ali, sim, transformou-se no Bolt que o mundo conhecia, com a irreverência estampada no rosto e a sensação do dever cumprido. Ainda encontrou tempo para ensaiar passos de dança com Asafa Powell, que mostrou bom humor mesmo após a derrota e assumiu, sem pudores, o papel de coadjuvante do compatriota campeão.

Bolt atinge um feito que até hoje era apenas de Carl Lewis: o americano tinha sido o único a vencer os 100m rasos no Mundial e bater o recorde - com 9s86, em Tóquio, em 1991.

No mesmo palco em que o velocista americano Jesse Owens derrotou a intolerância do ditador Adolf Hitler nas Olimpíadas de 1936, Usain Bolt agora escreve mais um capítulo da história, contra um adversário ainda menos palpável, mas igualmente derrotado: o tempo.

Campeonato Mundial de Berlim - Final dos 100m rasos
1. Usain Bolt Jamaica 9s58
2. Tyson Gay Estados Unidos 9s71
3. Asafa Powell Jamaica 9s84
4. Daniel Bailey Antigua e Barbuda 9s93
5. Richard Thompson Trinidad e Tobago 9s93
6. Dwain Chambers Grã-Bretanha 10s00
7. Marc Burns Trinidad e Tobago 10s00
8. Darvis Patton Estados Unidos 10s34